sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Do primeiro cartão ao torpedo



Brrrrrrrrr... brrrrrrrrrr.
Vc tem uma nova mensagem. Deseja ver agora? OK.


Desejamos um Natal repleto de harmonia, muitas felicidades, paz e saúde. Maurício e Família.

Desejamos a vc e à sua família um Feliz Natal e um excelente 2010 com saúde e muitas realizações. Biggi / Lu / João / Ana

Que nesta noite especial de Natal todos os seus sonhos se realizem e que Deus continue abençoando você e toda asua família. Feliz Natal e ótimo 2010. São os votos de Arnaldo, Luani e Vitor.

Um Natal de muita paz, saúde, alegria e prosperidade são os nosos votos a você e à sua família. Fabio (este que vos escreve), Rose e Bettina.

Agradecemos e retribuimos. Julio, Geni e Jessica.

Valeu, Fabião. Igualmente.

Vizinhos queridos! Tudo em dobro prá vcs! Feliz Natal e um 2010 iluminado. Bjssss

Que o seu Natal seja a esperança do ano que está por vir, com tds as realizações. Feliz natal e um 2010 iluminado. são os votos de Gilson e Família.

Obrigado, Ratão! Feliz natal a você e sua família linda! Este ano começou torto mas acabou bem. E que 2010 seja muito melhor. São os votos da Carla, Rafa, Anna e Osmar.

Que o espírito do Natal traga cada vez mais paz, amor, saúde, harmonia, sabedoria e sustento para nossos lares e nossas famílias. Que nosso Deus possa estar cada vez mais em nossos corações, em nossas vidas, em nossos caminhos e junto de nossas famílias. Que Deus esteja abençoando vc e toda sua família por mais essa oportunidade de comemorar o nascimento de Seu Filho Jesus! Feliz Natal e um forte abraço a vc e seus familiares. Família Prates.

A Família Bolgar agradece e deseja o mesmo.

Obrigado para vc e família também. Feliz Natal.

Muito obrigada primos. Um Natal abençoado para vcs também e em janeiro a gente se vê novamente. Estarei em São Paulo de 05/01 a 15/01 em treinamento pela Santher. Acho que em Bragança Paulista ou SP mas confirmo o local. Vovó vai fazer 93 anos em 11/02 e manda lembranças tb. Abraços, Mitchelle e Família.

Mamma mia ma djá é Natale? Infelizmente não dá mais para reunir toda a família como quando éramos pequenos. Aproveitem cada minuto com se fosse o último com sua família. Distribuam beijos e abraços na família toda. A vida é curta e a nossa família é uma só. Bom Natal e muito carinho a vocês. Ciao bello che io vo bebe até domani!

Amigo, Feliz Natal!!! Votos da Família Canavesso.

Obrigada, Fabio. Um Natal de muita luz, amor e felicidade para vcs também! Super beijo, Sabra.

Desejamos a você e à sua família um Feliz Natal e que Deus abençoe grandemente suas vidas. Um forte abraço!

Muito obrigado e que vocês tenham um Ótimo Natal com muita alegria e paz. Um grande abraço, Alessandro, Michele e Mateus.

Desejamos a você e à sua família um Natal de muita paz e amor e um Ano Novo repleto de realizações e de muita prosperidade. Um forte abraço. Mario e Grace.

Feliz Natal prá vc também e prá toda família. Bj.

Do primeiro cartão de Natal ao iPhone 166 anos se passaram. Entre um e o outro, o blog. Feliz Natal, Caro Leitor!!!




terça-feira, 24 de novembro de 2009

little less conversation and more action


SOU UM ET

Refrão:
Sou malucão, sou um ET.
Vim do espaço sideral.
Te assombrar, vou te comer.
Vou te rasgar.
Sou malucão, sou um ET.

- O que é aquilo? É um passarinho? Não! É um ET
!

(Refrão)

Sou, sou, sou, sou, sou um ET! Um ET! Yeah!


QUERO FAZER UM WEB SHOW
Só quero fazer um web show.
Falar sobre o que eu quiser!
Falar sobre bandas maneiras,
e coisas nojentas, nojentas.

Refrão:

Web show é demais!

Quero fazer um web show!
Falar de tudo o que eu quiser!


GATO AMADO

Eu tenho um gatinho
que se chama Ozzy.
Um "belo" dia ele fugiu
para a Antártida.
Fui atrás dele e perguntei:
- Como eu vou achá-lo?
Ouvi uma voz assim:
- É só encontrar uma mancha preta!

Refrão 4 x:
Procurei, procurei e não achei nada!

Ouvi um miado e fui seguindo
prá esquerda, para a direita nada não!
Prô Norte, prô Sul, prô Leste ou para o Oeste
Nada do gato!
Quando fui achá-lo estava em 2009
4 anos procurando o gato!

por Bettina - 9 anos.
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O Rato Elétrico num canto, pensando:
- Acho que eu preciso parar de influenciar a pequena criatura com as músicas que tenho ouvido esses anos todos...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Parece que os garotos não estavam tão certos assim...

Séc. XX tecnologia programada
Juventude largada sem entender nada
Geração atrofiada mas que nada fala
Vida programada mente retardada
Verdadeiras massas computadorizadas

Eu não sei o que quero
Mas eu sei que eu vou conseguir 2x

Essa semana fui a Campinas, 118 km de casa. Em horas, cerca de uma mais quinze minutos se no dia 2 de janeiro de qualquer ano. Mas sexta-feira última foi véspera de feriadão prolongado de Finados e o buraco foi mais embaixo. O trânsito em São Paulo chegou a 210 km no seu ápice. No carro rolando Garotos Podres e Camisa de Vênus. Os Garotos Podres são uma de minhas bandas nacionais preferidas e, apesar da pobreza das letras, têm uma sonoridade fantástica. Sonoridade que me leva aos tempos de adolescente rebelde meio sem causa. Ser adolescente nos 80's era não ter uma causa muito bem definida para defender. Na viagem de volta a São Bernardo do Campo deu para ouvir muito Garotos Podres e Camisa de Vênus.

Mas os Garotos Podres erraram sua premonição. O trecho da letra acima é de um álbum de 1983. O que será que queriam dizer com "mentes retardadas e massa computadorizada" em uma época que não havia a Internet comercial. As redes mais sofisticadas nos EUA eram baseadas em Arpanet e eram restritas às universidades, ao governo americano e aos militares. Em 1982 a Disney lançava Tron - uma revolução na computação gráfica. Os IBM tinhas minúsculas telas com letras verdes e era necessário conhecer QDOS - ou DOS - e outras linguagens. Baixar músicas via rede? Não existia nem CD. Para comprar um vinil importado íamos às grandes lojas importadoras, garimpávamos o artista em calhamaços de xerox encadernados, encomendávamos e esperávamos um mês, 40 dias até chegar a bolacha.

Definitivamente, não havia massificação computadorizada. Esse veio ocorrer passado um pouco mais de uma década e não tornou as mentes retardadas. Pelo contrário, criou toda uma geração ávida pelo conhecimento e democratizou a informação. Claro que essa democracia é questionável do ponto de vista da qualidade da informação mas isso é igualmente reflexo do comportamento humano fora das telinhas dos PCs. Essa é uma outra discussão. O fato é que os adolescentes de hoje são muito mais geeks e informados do que em qualquer outro tempo.

Os Garotos Podres cantaram a subversão da arte burguesa na música e na arte em Rock de Subúrbio. O que será que passava pela cabeça da banda quando proclamavam tal subversão. A que moldes seriam? O que eles não ditaram em nenhuma de suas canções foi o abismo social que estava por vir...

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Por outro lado, Camisa de Vênus rimou, na mesma época, em Dogmas Tecnofascista:

Novos dogmas são planejados
Velhos anseios são adaptados
O tecnofascista mostra o caminho
"Siga a matilha ou vai morrer sozinho"


Foi a sabedoria da banda baiana que prevalesceu. Inútil remar contra as tendências sob a pena de morrer sozinho. Nada de tentar subverter as ordens burguesas ou elas quais sejam pq isso não leva a nada. Temos que nos adaptar a elas. Nas letras do Camisa de Vênus tem muito desse acompanhar as tendências apesar de haver algumas contestações. Certamente , o Camisa de Vênus não sabia a revolução que estava por acontecer. Nem Bill gates soube quando preteriu a Internet. Mas Marcelo Nova foi mais politizado entre as duas bandas a que me refiro. Teve a humildade de não protestar e sim de dizer: siga o que está acontecendo no mundo até termos certeza do que está acontecendo...

O rock nacional, naquela época, ficou meio confuso com o enfraquecimento da ditadura. O chamado rock de protesto não tinha mais uma causa forte para gritar contra. Saíram em busca de novos temas para serem opositores e, como nessa época tb se começava a falar na computação estratégica e industrial, muitos enveredaram por esse lado. Mas que diabos era essa tal de computação?

Uns acertaram, outros nem tanto assim...

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Curiosamente, os Garotos Podres sobrevivem às lembranças graças à revolução digital que pirateia e disponibiliza suas canções no ambiente virtual.

Passadas quase três décadas, são as bandas, a cultura, a arte e a ordem dos 80's quem alimenta maciçamente ao meio digital de hoje. Dos 90's quero me esquecer pq não significaram nada musicalmente para mim. Os 00's foram tempos de recuperação do prejuízo da década anterior.

Felizmente, esse vácuo dos 90's & 00's parece ter chegado ao final e vivenciamos, de forma expressiva, o nascimento de uma nova ordem cultural, toda digitalizada, diretamente dos 80's para os 10's e sem escalas. Temos uma boa causa em mãos: o meio ambiente e as questões da sustentabilidade como pano de fundo.

Bem, feitos os comentários, vou ouvir mais um pouco dos Garotos Podres e sua subversão inocente e deliciosa!!!

Eu não sei o que quero
Mas eu sei que eu vou conseguir 2x

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

De médico e louco minha cardiologista não tem pouco

Meu, daqui 40 horas faço a segunda cirurgia em meu olho esquerdo. É uma cirurgia simples mas requer anestesia local e sedação. Exatos 30 dias atrás estava sendo operado em emergência pq a danada da Maria Retina resolveu que queria ser descolada de uma hora prá outra. Deve ter sido influenciada pelo Narizvaldo, aquele bisbilhoteiro que vive fuçando onde não é chamado. Os descolados já nascem descolados. Não adianta querer ser descolado depois de adulto pq isso não dá certo. E com Maria Retina não foi diferente. O oftalmologista já deu logo uma enquadrada nela e colocou ordem na casa. Mas Narizvaldo fez que fez e Maria Retina tá querendo ser descolada de novo. Dessa vez, já ligado nas intenções dela, me adiantei e contei tudo para o Dr. Marcelo. Vamos dar outro jeito nessa menina. Exames prévios, nada de surpresas ou emergências, temos uma semana para armar a cilada para a desorientada da Maria Retina.
Dr. Marcelo viu Maria Retina na segunda-feira e marcou para sexta-feira a nova cirurgia. Pediu exames pré-operatórios. Na terça-feira, fiz exames de sangue. Um punhado deles. Hoje foi a vez do cardiologista. Um eletrocardiograma que leva alguns segundos, um de acordo do especialista e seria só correr prô abraço. Mas alguma coisa deu errado no meio do caminho. Em vez do cardiologista cordial, uma cardiologista mal-humorada dos infernos. Fez um caminhão de perguntas, cujas resposta eram não tenho, não tenho e não tenho. Ela não creu neu e me pediu um "jornal" de exames. Um monte de solicitações em umas folhas enormes.
- Doutora, minha cirurgia é daqui dois dias. Não vai dar tempo...
- Vê com as meninas da recepção. Se informa lá e faz os exames.
- Esses exames todos podem ser feitos aqui?
- Vê com as meninas da recepção. Se informa lá e faz os exames. Depois volta aqui que eu dou o meu parecer.

Aaaaaaaaaaaaah, vaca filha da puta. Em vez de facilitar a minha vida vai me dar essa canseira? Eu cheio de trabalho e agora tenho que ficar correndo prá lá e prá cá prá fazer esses exames todos prá ganhar um parecer? Uma simples assinatura dela? Quem ela tá pensando que é? Fiiiiiiiiiilha da puta!!!

- Recepcionista, preciso fazer esses exames...
- Deixa eu ver aqui. Vamos marcar...
- Acho que não dá para marcar. Opero na sexta-feira...
Depois de algum tempo...
- Vc vai fazer esse exame aqui mesmo. E vai ser agora que é para dar tempo de vc fazer os demais. A doutora só fica hoje até as 11:00 e amanhã, das 8:00 às 9:00. Na sexta é a sua cirurgia. Vai dar trabalho...

Toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc...
Esse som sou eu de calça social e sapatos de sola de couro caminhando na esteira ergométrica. A enfermeira ainda me deu uma opção:
- Ah, vc não veio preparado, né? Vc prefere caminhar de sapatos ou descalço?
O pessoal do lado de fora da sala deve ter pensado que havia um cavalo fazendo teste ergométrico!!!

O segundo trabalho de Hércules para conseguir o de acordo da toda poderosa era perto dali... fui debaixo de garoa caminhando por duas quadras até o local do eco doppler. Nome chique de exame para uma cirurgia relativamente smples. O que será que ela quer mais saber sobre o meu coração? Mais negociação na recepção e finalmente fiz o segundo exame do dia!!!

Terceiro trabalho de Hércules. Fui até o laboratório onde havia feito os exames ontem. Senha na mão, quando chegou minha vez, pedi ajuda:
- Uma médica maluca me pediu uma coisa meio difícil e por isso eu vou pedir o seu auxílio para conseguir realizar esse terceiro trabalho.
- Pois não? Disse ela, sorrindo com intenção clara de ajudar.
- Ela quer que eu faça esses exames todos aqui. Ela quer isso amanhã, às 8:00... Olha esse. aqui... Precisa de jejum. Eu já tomei café da manhã hoje. Somo mais 12 horas e vcs ficam me esperando aqui até as 20:00, tiram o meu sangue, ficam trabalhando de madrugada... Quando estiver quase amanhecendo, eu acordo, entro na Internet, imprimo o exame e coloco na mão dela no horário em que ela estiver lá, amanhã, depois de uma noite bem dormidinha.
- E alguns exames nessa lista nem podem ser adiantados. São dois dias de espera.
- Tô falando que ela é uma maluca... Não tô falando?
- E esse daqui, precisa de 24 horas de abstinencia sexual.
- Ó, tô falando... essa maluca tá achando que a gente só pode transar quando ela quer? Em abstinência sexual deve ser ela quem está... de 24 meses. Não vou fazer esses exames coisíssima nenhuma.
- Complicado, né? (rindo)
- Vc consegue aproveitar o restinho do sangue do exame que eu fiz ontem?
- Deixa eu ver.
Depois de um minutinho.
- Olha, não pode aproveitar não. Se ainda fosse o sangue da manhã de hoje poderia. Mas o senhor vai ter que tirar o sangue de novo para fazer esses exames.
- Deixa prá lá... Não vou fazer mais esses exames. Ela que fica de abstinência sexual e eu que pago o pato?

Esta tarde juntei o resultado do exame de ontem com os de hoje e montei um pacotinho. Amanhã cedinho eu vou levar tudo para aquela sádica abstida. Quero só ver se ela vai querer me dar canseira. Agora à noite me lembrei que que o Dr. Marcelo havia pedido para eu não fazer esforços físicos até a cirurgia e eu fiz SÓ um teste ergométrico com o coração chegando a 172 bpm.
Ah, ela não abuse senão vai constatar que era mesmo um cavalo que estava fazendo toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, toc, naquela esteira.

domingo, 27 de setembro de 2009

Manifesto Pelo Preconceito Escancarado

Este é um manifesto pelo preconceito declarado, no mais alto grau, a uma categoria da nossa sociedade que deveria ser execrada, segregada, exterminada, isolada do nosso convívio. Desde criança, meus pais ensinaram que não devemos ter preconceitos dos nossos semelhantes. Nossos semelhantes, creio, era e é uma analogia de semelhança aos olhos de Deus. Somos semelhantes em raça, condição social, etnia, condições especial física e psicológica, time de futebol, religião, hierarquia. Quando cresci eu aprendi a não segregar na escola. Mais tarde, descobri que aos olhos da lei todos são iguais. Mais velho, aprendi que apenas o dinheiro desestabiliza essa relação de igualdade entre os homens, quer seja em espécie ou influência social exercida.

Recentemente, atingi mais uma etapa de aprendizado. Nessa nova etapa, aprendi o inverso de todas as anteriores. Que devemos segregar e isolar sim. Quando necessário. E gostaria de transmitir a uma parcela da sociedade parte desse aprendizado para que, quem sabe, consigo converter ao menos um ser humano na face da Terra à categoria de segregador. Talvez lhe imbua da necessidade de isolar essa casta de semelhantes. Ops, semelhante o cacete...

SEMELHANTE
[De semelhar + -nte.]
Adjetivo de dois gêneros.

1.
Análogo, parecido, conforme, convizinho:
2.Similar (1). ~ V. figuras —s.

3.
Tal, este, aquele:
4.Pessoa ou coisa da mesma natureza de outra, ou parecida com ela.
5.
Próximo (8):

A categoria a que me refiro, com externa revolta, não tem nada de semelhante com vc que me lê, caro leitor. E nem comigo... toc, toc, toc. Esses seres não têm a cultura da leitura. Nem das melhores leituras, que dizer então do meu prosaico texto.

Declaro aqui o meu preconceito aos seres mal-educados. A falta de educação independe da
raça, condição social, etnia, condições especial física e psicológica, time de futebol, religião, hierarquia. Ela independe até de quanto dinheiro se possui!!!

Mal-educados não deveriam ter saído de seus lugares de origem. Mal-educados vivem em seus guetos de gente bronca até o dia em que melhoram um pouquinho de situação financeira e conseguem pagar um aluguel onde moramos. Ou, quando pior, conseguem adquirir um imóvel. ao nosso lado. Nesse momento, renegam a sua origem ao mudarem bairro.
Aí, caro leitor, vc imagina: estão melhorando de condição, renegaram sua origem, vão ser pessoas melhores...
Ledo engano. Levam consigo toda a carga de falta de modos e maus hábitos para a nova residência, como uma bactéria que age no organismo, como um cancro que se alastra pelo órgão, como um vírus que invade e destrói o seu PC. Carregam consigo sua mania maldita de gritar em vez de falar, seu arsenal de músicas questionáveis adquiridas no camelô, sua mania de fazer barulho e algazarra pela madrugada afora, de colocar o lixo quase caindo na nossa calçada, estacionam sobra a frente da nossa casa, batem portas como fantasmas, não educam a sua prole, criam cachorros que latem o tempo todo, não regulam o alarme que dispara no meio da noite, ficam bêbados em grupos que se reunem nos finais de semana para falar palavrões, gargalhar alto, cantar pela noite e confraternizar porra nenhuma, lançam mão de karaokê, não têm o menor bom senso e atrapalham nosso sono, nosso sossego, nossa vida. Quando dormimos mal produzimos mal, nos relacionamos mal, pensamos mal. A sociedade perde. Logo, gente mal-educada é como câncer.
Fazem isso para ostentar, como um troféu, sua condição de "vitória". Ostentam com muita bebida alcoólica e churrasco nos finais de semana, pela manhã, tarde ou noite. "Vc não quer vir aqui em casa prá gente queimar uma carninha e tomar umas geladas?"
Devemos segregar esses tumores em forma de gente. Desculpe, mas não foram criados à minha semelhança porríssima nenhuma. À minha semelhança, apenas os da raça educada, da condição educada, da religião educada, da escolaridade educada, da torcida educada, da cultura do respeito ao próximo. Os mal-educados deveriam voltar de onde vieram pq não têm capacitação e nem talento para melhorarem. Deveriam existir setores da sociedade bem definidas com pessoas retas e outros com aquelas subdesenvolvidas de educação. Não deveria ser permitido aos seres de uma região migrar para outras de características diferentes.
Abaixo o barulho além do horário. Abaixo a invasão sonora da propriedade. Xô gente sem educação. Vão prô inferno ou para a puta que os pariu mas não venham perturbar do lado de cá do muro!!! Entrem em um buraco e se enterrem, juntamente com seus sons guturais!!!
Honrem a educação que meus pais me deram e a façam valer à pena por uma sociedade melhor!!!

Fuck you loosers!!!

sábado, 19 de setembro de 2009

Meu vizinho manda na minha vida

Mas não pense, caro leitor, que é o Elias. O Elias e a sua família são os vizinhos que vc gostaria de ter. Nós não sabemos quando eles estão em casa. De dia, à noite, a residência deles é um silêncio só. Falam baixo, assistem TV ou ouvem música para eles e não para os outros. Essa semana eu descobri que eles têm um cachorro. Depois de seis anos morando ao lado deles só agora fiz essa descoberta pq até o cachorro deles é muito bem educado. Acredita nisso?

Não, não são eles que mandam na minha vida. Deixa eu virar 180 graus a estibordo. Pronto!!!

Antes de começar essa saga, me deixe lembrá-lo, caro leitor, que sou uma pessoa desprovida de preconceitos, de modo geral. Meu pai era nordestino e minha mãe é neta de italianos. Duas origens comumente segregadas nas terras de Piratininga. Nossas origens devem ser exaltadas e ser motivo de todo orgulho. A questão aqui é outra: educação. Ou a falta dela. Meu pai foi uma das pessoas mais educadas que conheci até meus 17 anos, quando ele se foi. E esse é o ponto onde quero chegar.

Meu vizinho do outro lado é o cara que fala alto. Ele e toda a sua família. O cachorro deles, fiquei sabendo que entrou para a família no mesmo dia em que passou pelo portão. Todos os dias o animal me refresca a memória para eu me lembrar de sua existência.

Último sábado, chegamos em casa por volta das 23:30 e havia uma cantoria sertaneja regada a muita bebida alcoólica e Vitor e Léo. Aos poucos o barulho diminuiu, ficando restrito a uma TV e um DVD no quintal do meu vizinho, como se estivessem debaixo da janela do quarto de minha filha. No silêncio da madrugada, Vitor e Léo faziam serenata sob nossa janela. Cansados e precisando dormir, desmontamos a cama e levamos o colchão da nossa filha para nosso quarto, ao lado da nossa cama, fechamos todos os vidros das janelas, cerramos todas as portas dos quartos para abafar o ruído e, às duas da madrugada insistíamos teimosamente em tentar dormir.
Via de regra, vamos nos deitar quando eles apagam a casa e nos levantamos quando eles despertam. Sempre, claro, ao som do filho do casal, que tem entre três e quatro anos e se comunica aos berros. Grita na cama, quando se deita; grita quando acorda; grita durante o dia. Decididamente, ficamos à mercê dos horarios deles, da vontade deles, da vida deles.

No domingo após esse episódio, revesado entre sentimentos de frustração, tristeza, indignação e emputecimento, comecei a fazer buscas no Google sobre alternativas para resolver esse problema. Acabei descobrindo que esse problema de vizinhos sem educação existe até nos Estados Unidos e tem gente com vizinhos muito piores. Mas isso não deve servir de consolo pq, por outro lado, existem pessoas que têm sua casa cercada de Elias por todos os lados e vivem em plena tranquilidade e com excelente qualidade de vida.

Mas, voltando ao Google e uma vasta pesquisa, depois aos fóruns de discussão, inclusive Yahoo e Orkut, constatei que existe um padrão entre os seres desprovidos de educação. São nordestinos, pq culturalmente são festeiros e alegres na origem. Quando chegam aqui parece que nós é que temos que nos adaptar ao estilo deles e não eles à São Paulo de povo recato no seu lar, recolhido para o descanso merecido do guerreiro que mata um leão por dia, enfrenta trânsito caótico etc. etc. etc e etc de tudo aquilo que quem nasce aqui vivencia desde pequeno e tá cansado de saber... e não preciso repetir para ser entendido. Voltando ao padrão. São nordestinos, adoram música sertaneja ou funk carioca nas alturas, gostam de "ouvir" televisão com volume igualmente alto, preferencialmente madrugada adentro, bebem muito, gritam pelo quintal, cantam junto com seus artistas preferidos - tb no quintal, comem e bebem muito como sinal de fartura e sucesso da empreitada migratória iniciada há alguns anos. Possuem alarme na residência. Preferencialmente, dos que disparam acidentalmente no meio da noite. Seus cachorros são barulhentos... enfim, são uns inconvenientes sem tamanho.

Alguém aí conhece um vizinho barulhento que goste de Phil Collins ou U2?

Entre os vizinhos incomodados tb existe um padrão, curiosamente. Todos ficam na expectativa de não precisar chamar a polícia pq mantém acesa a chama da esperança de que o vizinho e seus semelhantes vão tomar jeito, parar com essa palhaçada e o próximo final de semana vai ser de paz e sossego. Pensam em alternativas como subir um muro de 10 metros de altura entre as residências. Em comprar janelas blindadas. Em jogar uma bomba do lado de lá do muro. Em chamar o Rambo para fuzilar todos os algozes com requintes de crueldade. Ficam na expectativa de inventarem um aparelho eletrônico tipo jammer que interfira no rádião, na TV, no DVD e o escambal. Gostariam de ser amigos do Exterminator.

.............

Agora são 23:20. Enquanto escrevo esta, tem um nordestino velho e bêbado gritando como um árabe ensandecido, com uma lata de cerveja na mão, muito barulho e radião do lado de lá do muro. Do lado de cá, minha esposa dorme no sofá maior enquanto minha filha dorme sentada no sofá menor, ao meu lado. Estamos no cômodo mais afastado da muvuca do lado de lá... Todos aguardamos pelo silêncio para irmos para nossa cama, em paz.

Caro leitor, será que ao pedir por um pouco de respeito aos horários estamos pedindo muito do ser humano?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Michael Jackson Is Not Dead



Último 3 de julho o suposto fantasma de Michael Jackson foi visto em Neverland.
Era fantasma coisa nenhuma. Era o próprio Michael que não morreu. Está vivinho da Silva. Tudo não passou de uma estratégia elaborada pelo seu ávido e eficiente personal marketeiro Frank Dileo para saldar suas dívidas. Seus CDs estão estourando de vendas, o iTunes está congestionado de downloads dos seus albuns, seu funeral, esta tarde, foi um espetáculo.
Michael foi dividir com Elvis um espaço na Bat Cave, loft singular de endereço conhecido por poucos. Quem revelou o esconderijo do pai ao ex-marido foi a própria Priscila. Eu não saberia classificar essa modalidade de nepotismo mas fica evidente o favorecimento.
Dizem que Raul também aparece por lá para. Particularmente, acho que o Paulo também. Se reunem os quatro na boca (da caverna) para apreciarem da boa que cura e acalma.
É, meus amigos. Michael não morreu mesmo!!!


terça-feira, 30 de junho de 2009

Luau de Camarões em Itamaracá

Dez anos antes eu havia estado em Itamaracá, a illha onde mora Lia. Dessa vez eu retornei para o luau de camarões da minha tia, que não é a Lia.
Minha mulher e eu viajamos para João Pessoa naquele verão de início de 1999 para passar duas semanas naquela região maravilhosa do Nordeste. Durante o vôo, me lembrei e contei para a ela sobre o episódio na casa de minha tia de Recife, com aqueles mínusculos grãozinhos de moluscos cozidos no leite de coco. Minha tia preparara, especialmente para minha visita, os raros "arrozinhos" marrons que, segundo ela, eram tirados de raríssimas conchinhas em minuatura, um a um. Depois eram cozidos com especiarias e leite de coco. Depois dessa trabalheira, rendiam uma generosa porção de um pouco mais que uma xícara de leite (de vaca). Era sua especialidade mais especial. Quanta honra!!! Não me lembro do nome dos molusquinhos mas não eram o famoso sururu, disso eu tenho certeza. Eram uns caras diferentes!
Caro leitor, antes que me chame de enjoado, juro que já tentei comer peixes e frutos do mar em outras ocasiões... mas não desce nem fodendo. Já passei muitos constrangimentos e bermudas justas por conta disso. E, como não poderia deixar de ser, dei o maior vexame com a minha tia. Queria ser um avestruz para enfiar a cabeça no ralo da cozinha e ficar lá até 2023... até ela esquecer dessa minha desfeita e me perdoar. Chegamos em Bayeux e fomos direto para o Hotel Caiçara, que superou nossas expectativas de tão agradável e organizado. Fica na Praia de Tambaú.
De lá liguei para um tio que mora em João Pessoa e para minha tia fazedora de frutinhos do mar ao leite de coco mas quem atendeu foi minha prima. Ambos comentaram de um luau com churrasco de camarões que minha tia havia feito na sua casa da ilha, na beira da praia, com muitas frutas e frutos (do mar) pescados na hora pelos caiçaras com sua enorme rede de arrastão. Mais tarde, liguei novamente para casa da tia e o primo atendeu... e contou do tal luau legal. Finalmente, à noite, consegui falar com a minha tia e, adivinhem, qual foi o meu comentário infeliz? "Putz, tia. Que luau maravilhoso é esse que vc fez que está todo mundo comentando. Deve ter sido maravilhoso, não?" E ela respondeu, de pronto: "Venha para Recife no final de semana que eu vou preparar um luau de camarões igual para vc e sua esposa. Vcs vão adorar". "Não precisa se preocupar, tia". "Fábio, eu faço questão. Está decidido. Vcs vêm para cá no final de semana".

Puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuta que pariu... eu e minha boca enorme que não sabe ficar calada!!!!
Era a minha oportunidade da remissão. Se eu tivesse ficado com a cabeça enfiada no ralo estaria na cozinha da minha tia até hoje e ela se lembraria da desfeita todas as manhãs quando fosse tomar café e me visse ali. Mas eu fiquei dez anos fora de cena e ela havia me perdoado. Mas essa minha boca aberta estragou tudo!!!
A semana passou voando e, no sábado, chegamos em Recife. De lá, rumamos a Itamaracá. No caminho, paramos em Igarassu, comemos alguma coisa, conhecemos a Igreja de São Cosme e São Damião, de 1535. A mais antiga do Brasil em atividade. Recentemente, li que foi restaurada. Mais tarde, na ilha da casa da Lia e também da casa da minha tia, fomos caminhar pela orla, ao Forte Orange e, de barco, a Ilha da Coroa do Avião, um banco de areia com uma cabana.
E a noite da sentença caiu rápida. A todo instante eu ouvia que a churrasqueira estava pronta e que os pescadores já se preparavam para puxar a rede repleta de camarões e outras criaturas marinhas. Qual seria a minha pena? Camarões? Peixes? O que a rede traria para minha condenação por abrir a bocona na hora errada?
Chegaram os meninos com a rede. Caminharam pela areia até a churrasqueira com o veredito nas mãos. "Dona, não veio nada. Só esse camarãozinho preso aqui, ó... mais nada. Andamos um tempão pelo mar e é só isso que tinha. Vamos tentar mais uma vez".
Meu, não acreditei... eu recebi uma segunda chance e estava próximo da absolvição. E, quando os pescadores voltaram, nada novamente. Minha tia ficou profundamente chateada e voltamos para a casa, onde haviam só frutas da terra. Comi, comi, comi. Comi até a jaca e passei mal mas passei mal feliz. Obrigado, Papai do Céu. Que me perdoem os amantes do camarão mas eu tô fora!!!
Caro leitor, essa foi o último post sobre minhas frustrações gastronômicas. Nem sou tão enjoado assim, vai... Adoro um gorgonzola daqueles bem molhadinhos, como camembert até a última casquinha branca, sou maluco por carpaccio e eu sei que alguns dos meus leitores têm asco disso. Então, estamos quites e não fiquem tão indignados com essa minha repulsa por coisas marinhas.
Moral da história:
Em boca fechada não entra mosquito e nem camarão!!!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Mofongo é um organismo vivo e se multiplica

Qual a primeira coisa que lhe vem à mente quando alguém lhe diz 'mofongo'?
Era 17 de junho de 2007. Meu então chefe chegou subitamente e perguntou como estava meu passaporte. "Vc embarca para República Dominicana dia 25 de junho". Obviamente, meu passaporte estava vencido.
Apenas para situar meu caro leitor, nessa época aconteciam aquelas filas homéricas para emissão do novo passaporte brasileiro com 16 itens de segurança. A Polícia Federal atribuia as filas à coleta informatizada de dados biométricos, como impressões digitais e foto. Naquele mesmo dia preenchi o requerimento, paguei e me preparei para uma fria noite de inverno ao relento, na frente da sede da Polícia Federal, na Lapa. Cheguei por volta das 22 horas e não era o primeiro. Esses, haviam chegado por volta das 20 horas. Os ponteiros não andavam e, puta merda, como fez frio naquela madrugada. Teve de tudo. Gente querendo furar a fila, outros querendo comprar lugar, um filha da puta de um fotógrafo do Estadão que queria me fotografar. Cacete, já não bastava a humilhação de estar ali e o parasita do sofrimento alheio ainda queria estampar meu rosto em uma banca de jornal ou na Internet para todo mundo ver. A madrugada encerrou com a Kelly Varraschim ao vivo, no Bom Dia São Paulo, mostrando os primeiros "brasileiros" da noite anterior e a maratona a que a Polícia Federal nos sujeitava. "Brasileiros" define bem! Ah, eu fiquei meio de lado para não aparecer no telejornal matinal da Globo pq meu humor não era dos melhores, eu não havia me banhado ou me penteado e sequer escovado os dentes.
Uma semana depois eu estava embarcando. Se eu for contar aqui como a operadora conseguiu emitir e perder dois cartões de crédito internacionais no mesmo dia, poucas horas antes do embarque, não chego no 'mofongo' nunca. Deixa essa história para outro dia. Embarquei sem cartão de crédito internacional mesmo, com um punhado de dinheiro no bolso.
No aeroporto, me encontrei com o meu então outro chefe, o Jax Del Rock. Vc pensou que só pq é chefe tinha que ter nome de índio? Resolvi dar esse nome para ele e ponto final.
Durante as sete horas até o Panamá e mais as quase duas até a República Dominicana, eu traçava minha estratégia para driblar a falta do idioma espanhol. Era só falar em Inglês, oras. Todo mundo fala Inglês. Como a minha empresa era a coordenadora dos negócios na América Latina, os dominicanos que teriam a obrigação de falar em Inglês; e eu não precisaria falar Espanhol.
Pronto. Estratégia definida!
É necessário escrever aqui que eu tomei no furico legal? Acho que não...
Me senti um idiota mudo que compreendia levemente alguns dominicanos hablando Espanhol pelas palavras que soavam mais ou menos parecidas com sua definição em Português mas, na hora de falar qualquer coisa, nem que fosse um simples Muchas Gracias, a boca travava de um jeito que não gosto nem de lembrar. Nessa hora o Jax Del Rock era minha salvação e me livrou de umas poucas e boas. Ou seja, uma população inteirinha hablando Espanhol e o mundo não estava girando ao meu redor, como eu planejei durante o vôo. Foi muito mais humilhante que a fila da Polícia Federal pq, no mínimo, eu estava representando a minha empresa com uma esmerada incompetência. Que merda... só de lembrar me dóem o cérebro e as bolas...
Foram dois dias de muito trabalho e aplicação. Mas o muito trabalho durante o dia tinha suas compensações à noite. Conhecemos o Cigar Club Arturo Fuente, um clube de charuto com uma decoração lindíssima em madeiramento escuro e muito couro; um piano de cauda, negro, ao fundo; uma sala climatizada para os vinhos e outra com temperatura e humidade controladas repleta de charutos para todos os gostos e bolsos. Conheci um restaurante de cozinha mediterrânea chamado Scherezade com uma comida deliciosa que exalava muitos aromas. Fomos ao Hard Rock Café de Santo Domingo, no centro histórico da capital dominicana. No sábado, tínhamos a tarde livre e fomos ao Adrian Tropical, um restaurante típicamente dominicano na orla caribenha. Por ser um restaurante praiano, de cara, pensei que teria me fodido mais que na fila do consulado e no idioma espanhol juntos. Quem convive comigo sabe o quanto não gosto de peixes. Aliás, não consigo comer nada que nade e não foi por falta de tentar. Eu juro!!!
Nosso cicerone, Mr. Rumba (vou chamá-lo assim), fez algumas sugestões de pratos e bebidas típicas. Muitas palavras do idioma espanhol se parecem com suas similares na Língua Portuguesa. Mas, curiosamente, acho que nenhuma comida em espanhol se parece com porra nenhuma em Português. Ou seja, se "jiló" fosse uma palavra da Língua Espanhola, a sua tradução para o Português talvez fosse algo como "maçã assada", "macarronada ao sugo", shop suey com molho de alcaparras", "picanha do Fogo de Chão", "saltar de pára-quedas", "pegar o Metrô de Paris", "encoxar a mãe no tanque" ou qualquer coisa parecida com as anteriores, menos "rriloh". Eu rezei muito para Mr. Rumba não ter pedido peixe, frutos do mar ou para o garçon não trazer minha mãe para ser encoxada... Quando chegaram os pratos sugeridos tinha um muito parecido com um caldo de piranha ou de caranguejo, meio amarelo-dourado e encorpado. "Fodeu, fodeu, fodeu..." Contei até três e mandei uma colherada prá dentro!!!
Era um gosto como um caldo de capim com bambu verde moído. Ai, que sorte!!! Como tudinho, aliviado. O suco, era de limão com morango e melão. Esse era delicioso de verdade. Tomaria uma jarra inteira. O outro prato típico era idêntico ao quibe libanês vendido na região da 25 de Março. Uaaaaau!!! Comida dominicana é muito boooooa!!!
E o prato principal? Vamos ao cardápio:
Se vc, meu caro leitor, não domina a Língua Espanhola, dá um clique nesse cardápio acima e escolhe um prato, só de farra! Não se preocure. Lhe asseguro que vc não vai pular de pára-quedas e nem encoxar sua mãe no tanque.
Seis pessoas na mesa. Mr. Rumba sugere 'mofongo' como prato principal e quase todos aceitam. Finalmente Jax Del Rock se decide pela delícia caribenha e eu tb opto pelo 'mofongo'. Afinal, todo o restante do cardápio estava em russo ou grego e eu já havia aprendido a falar 'mofongo'.
Eis que surge uma cumbuca de madeira com uma pilha enorme de bananas da terra verdes e fritas com pequeninos pedaços de carne; um potinho do misterioso caldo de capim com bambu; um pote de pimenta com um pincelzinho e; uma cumbiquinha de carne de vaca frita com ervas. Olhei em volta e um bando de vorazes devoradores de 'mofongo' se deliciavam com aquela guloseima. Então parti para o ataque ao misterioso ser.
Coloquei um pouco no meu prato e logo na primeira garfada aquele outspace dos infernos começou a inchar na minha boca. Tenho certeza de que dei apenas uma garfada mas parecia que havia umas cinco garfadas socadas na minha boca. E o estranho ser se multiplicava no meu prato. Parecia aporte de matéria pois, ao mesmo tempo que o 'mofongo' desaparecia das demais pilhas ela surgia na minha frente.
Quando olhei para o lado o Jax Del Rock tb estava sendo atacado pelo seu 'mofongo' mutante. Bravamente, Jax misturava pimenta ao seu 'mofongo' para melhorar o gosto. Então comecei a misturar à minha pasta de bananas verdes o tal caldo de capim com bambu para ver se descia. Agora a pior parte: os outros quatro já haviam terminado e nos observavam...
Mais uns dez minutos e finalmente o Jax Del Rock desistiu do seu 'mofongo' e eu empurrei o meu para o centro da mesa antes mesmo que alguém olhasse para o último remanescente da batalha.
Caro leitor, posso lhe assegurar que, alguns dias depois dessa viagem, iniciei meu curso de Língua Espanhola.

Ah, se a descrição dessa iguaria dominicana lhe apeteceu,
então segue abaixo a receita de mofongo do chef Kevin Fabian, do Restaurante Bice - São Paulo.

Pernil pequeno de porco
Sal
Pimenta do reino
Ervas frescas
Alho moído
1 dúzia de bananas da terra verdes
Óleo para fritar as bananas


Temperar o pernil com sal, pimenta, tomilho, sálvia,orégano e alecrim. Colocar alho moído e vinagre e deixar marinar por uma hora.
Leve o pernil para assar em forno médio alto por uns 20 minutos e corte em fatias finas. Descasque as bananas, retire as pontas e corte em rodelas de uns 2 centímetros. Coloque a banana para fritar em óleo não muito quente, em fogo brando por aproximadamente 3 minutos. Retire as bananas escorrendo em uma escumadeira.
Coloque em um pilão 4 rodelas de banana, 1 colher de chá de alho moído e uma pitada de sal e processe. Repita esta operação até atingir a porção desejada. Arrume em uma tigela pequena uma parte da banana amassada, coloque fatias do pernil e cubra tudo com banana amassada, pressionando bem e em seguida vire no prato que vai servir. Guarneça com o molho que ficou na assadeira do pernil e decore com ervas frescas a gosto.

Buen apetito!!!

sábado, 25 de abril de 2009

Eu não ia no show do The B-52s

Essa é a mais pura verdade.
Apesar de fã extremado dessa banda da Georgia desde 1984 eu sei que, analisando nua e cruamente, esse show nunca deveria custar mais que Madonna ou U2. Tá certo, é no Créudicard Hall, casa pequena, algum conforto a mais que no Morumbi, mais pertinho do palco etc e tal. Mas não vale, cacete. O Créudicard Hall, sabidamente, sempre usou desses expedientes de tortura para arrancar confissões de seus inimigos. Técnicas que têm conseguido segredos de segurança nacional pq ainda insistem em usá-las e o que vemos são sempre espetáculos com casa cheia. Inexplicável.
Mas dessa vez eu cheguei à conclusão de que não participaria dessa orgia monetária promovida pelo Créudicard Hall e ponto final. E Kate, Fred, Cindy e Keith que me desculpem mas não rola!!!
Apenas para meu leitor ter uma referência de valores, o Planeta Terra Festival custa menos que a metade do The B-52s e os organizadores têm que contratar umas 15 bandas sendo umas três de peso, montar alguns palcos, contratar profissionais para preparar o espetáculo em uma enorme área, divulgar em todas as mídias, infra-estrutura, segurança, blá, blá, blá; um show do The B-52s em Londres custa um terço do que custa aqui; aqui custou 300 reais mais as taxas de conveniência e entrega, batendo a casa dos 400 reais por pessoa.
Eu já estava resignado no meu cantinho, com certa tristeza relativa por conta da oportunidade de assistir aos B's (The B-52s) uma vez mais na vida passar batido. Por outro lado, sabia que estava fazendo a coisa certa mas o tema é idiossincrásico e não devemos entrar no mérito.

Noite de 16 de abril, menos de 48 horas para o show dos B's. Navegando pela comunidade da banda no orkut li um post solitário sobre uma promoção para concorrer a uma par de ingressos para os B's. Não me importei muito com isso. Mais tarde, vi que o post continuava solitário e resolvi clicar no link sugerido, que levava ao site Vírgula. Uma pergunta. Uma perguntinha apenas. Uma resposta criativa seria suficiente para o par de ingressos. Nem precisaria ser a mais criativa de todas. Bastaria ficar entre as oito melhores. Vamos ver então qual é essa pergunta do milhão, oras!!!
O que vc faria para a sua festa ficar mais divertida que um show do The B-52s?
Quando eu li essa pergunta senti cheiro de tinta de impressão de ingressos ao meu alcance e não me perguntem o motivo dessa intuição. Mas eu senti sim!
"Minha Party Out Of Bounds teria 52 girls, Fred and Keith servindo Quiche Lorraine, kate e Cindy cantando Nude on The Moon caracterizadas e brindando a champanhe francesa."
Olha, se vc não achou a frase criativa foda-se pq eu ganhei o par de ingressos com ela!!!

Sabado, dia do show, logo após o almoço. Minha filha tem apenas oito anos e não poderia entrar no show com o papai e mamãe. E confesso que, nessa hora, me bateu algum remorso pq ela gosta de algumas dessas esquisitices dos 80's e, dentre elas, os B's. Eu que a ensinei a gostar disso e daí o tal remorso de ir ao show e deixar a pequena na casa da vó. Então decidi compensá-la um pouco indo ao hotel onde a banda estaria hospedada com a filhota para lhe mostrar os quatro tiozões da Georgia.
Só havia um problema. Ninguém sabia onde era o hotel: nada no Orkut; nada no Google; nada na Internet. Eu só tinha uma câmera e uma idéia na cabeça. Mas todas as últimas bandas que se apresentaram em São Paulo se hospedaram no Hilton Morumbi. E o Hilton Morumbi fica muito próximo ao Créudicard Hall. Quando estiveram aqui em 1999, saíram do hotel para a passagem de som por volta das 15:00 e essa era uma informação relevante que estava guardada em minha memória. Enfim, fui juntando algumas peças, montando um quebra-cabeças daqueles que fazem os homens do FBI e, por volta das 14:00 eu já tinha todo um cenário articulado na cachola.
Juntei à câmera:
1. Um "capa amarela", o vinil debut da banda, de 1979;
2. O encarte de um CD de 1998 com três autógrafos (faltando apenas o de Cindy que estivera ausente do show de 1999, na Hipica paulistana por ocasião do nascimento de seu segundo filho);
3. Uma camiseta oficial comprada pela Internet depois de saber da apresentação em São Paulo e antes de saber o preço desproporcional dos ingressos;
4. Uma caneta special-power-blast-rip-print-curl-jet-pro-surf-contest-brother-action preta já utilizada pelo Pelé, Mark Mothersbaugh, Jerry Casale e Bob Casale em outras ocasiões;
5. Uma filha de oito anos.

A estratégia para descobrir se os B's estavam ou não no Hilton Morumbi.
Encostei o carro na frente do hotel, não havia quase ninguém a não ser por um carinha com camiseta do Motorhead e algumas revistas para autografar, um casal com uma menininha de uns dois anos vestindo uma camisetinha do Motorhead e uma van. Certamente, era van de turnê pq havia, não filme, mas fita isolante nos vidros. Mas o motorista dormia. No hotel, sempre simpáticos, afirmavam não saber de nenhuma banda B52 hospedada. Até fiquei um tempinho conversando futilidades com a recepcionista mas ela não abriu o jogo. Nessa hora, quem deu a letra foi o carinha das revistas, o fã do Motorhead. Disse que sairam da van uns "três tiozãos e mais umas tias velhas" por volta das 13:30. Era umas 15:00 e eu estava lá havia uns 15 minutos.
Desde que cheguei eu deixei "escapar" aos funcionários que conhecia o Hilton, o Canvas Bar etc e isso constrange um pouco de te barrarem. Até indicaram o uso do elevador para circular pelo hotel e eu subi até o Canvas, xeretei por lá se havia algum membro e nada. Já estava armando o Plano B para ir ao Credicard Hall. Estava lá a uns 25 minutos, circulando com minha filha, que estava encantada com o Hilton. Ela queria se hospedar lá e eu explicava que não fazia muito sentido passar uma noite no Hilton Morumbi e voltar para casa, a poucos quilômetros de distância, quando percebi o vidro da van aberto. Tinha que ser incisivo senão esse motorista me enrolava. Encostei na porta, ele já ia fechando o vidro quando eu o enquadrei a Capitão Nascimento:
"Quem vc vai levar aí?"
O cara emudeceu, pensou para responder, ia gaguejar mas fator surpresa é foda!!!
"Vou levar o B52."
"Sabe o horário?"
O cara ia gaguejar de novo mas resolveu se entregar...
"Estou esperando mas ninguém me informou o horário. Mas eu sei que já estão prá sair, estou me preparando para levá-los..."
Agradeci, voltei ao saguão, dei de cara com o Lemmy Kilmister na recepção e com o Phil Campbell chegando e, me perdoem os fãs dessa excelente banda (Motorhead) mas, como eu só gosto de Hellraiser nem liguei para eles e fui esperar os B's. Foram mais dois ou três minutos e eles começaram a despencar dos quartos, um a um.
Fred nos atendeu prontamente, foi muito atencioso mas não se alongou muito;
Keith atendeu sorridente e simpático, foi mais atencioso ainda, riu das piadas que fiz, fez perguntas sobre minha filha;
Cindy chegou sorrindo quando me virei para ela, veio rebolando, perguntou da minha filha, autografou o album faltante, contou de seus dois filhos. Quando lhe falei do meu sonho de adolescente ela achou muito legal e ia dar um beijo no meu rosto. Eu ainda brinquei que queria com foto e ela concordou que com foto era mais legal. Saiu e se despediu novamente quando estava na porta;

Kate chegou apressada (estava atrasada) e se incomodou um pouquinho com a minha abordagem. Então o tour manager disse que estava tudo bem, que estavam no horário e ela relaxou, perguntou da minha filha etc. Ficou em atenção entre o Fred e o Keith. Então pedi a ela um passe para o backstage e ela apontou para o Tour Manager: "Ele vai conseguir para vc". e se despediu. O Tour Manager pediu meu nome e o da minha esposa, disse que não prometeria conseguir, mas prometeria tentar. Eu agradeci e assim foi.

Parenteses para eu contar o meu sonho de adolescente: eu era apaixonado pelas músicas das bandas Devo e The B-52s e queria muito cumprimentar Mark Mothersgaugh (vocalista do Devo) e ganhar um beijo no rosto de Cindy Wilson (backing vocal dos B's) a qualquer custo. Fiz uma especie de promessa de que isso aconteceria algum dia. Fecha.
Juro que não fui ao Hilton Morumbi intencionado a ganhar esse beijo no rosto. Veio na hora quando estava diante de Cindy e faltou assunto. Outra confissão: até esqueci seu nome na hora e a chamei de "wooow". Desde 18 de abril de 2009 os integrantes dos B's são: Fred, Kate, Keith e Wooow.

Hora do show. Minha esposa e eu fomos ao guichê de convidados retirar os ingressos e eles estavam mesmo lá, bonitinhos, nos esperando. Perguntei à atendente se era lá que pegávamos o A Pass para o backstage e lá estavam as duas pulseirinhas verde-amareladas reservadas para nós. Show de bola (essa tb é dos 80's).
Havia um palco limpo, sem muitos recursos tecnológicos. Mas os B's super performáticos,fizeram um show inesquecível - que só pecou um pouquinho pela qualidade sonora. Mas, diante de um The B-52s feliz no palco, quem se importou com isso? No backstage, após a apresentação, veio a Kate e ficou algum tempo com todos os cerca de dez fãs privilegiados que estavam por lá. Keith apareceu e saiu rapidamente. E Sterling Campbell, o baterista contratado, ficou por lá mais algum tempo.
Naquela noite, retornamos para casa com uma certeza.

Puta que pariu, eu sou mesmo cagado prá caralho, eh, eh, eh, eh!!!
Link para mais fotos no meu Flickr.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Características, vantagens e benefícios da Loctite


Loctite cola uma pessoa de cabeça para baixo. Você pode colar a sua sogra, o seu chefe, aquele seu vizinho barulhento, o Marcos Valério, o George Bush. Na verdade, só estou procurando um benefício razoável para justificar colar uma pessoa de cabeça para baixo e, assim, justificar o emprego dos marketeiros e idealizadores da prova do BBB9 que acabou de acabar. Senão, onde mais conseguirão ganhar rios de dinheiro tendo idéias esdruxúlas como essas? Qualquer estudante de publicidade e propaganda primeiro anista já aprendeu que uma boa idéia se vende a partir do seu benefício oferecido. E o que é um benefício? Vamos lá ao pai dos burros:

benefício[Do lat. beneficiu.] Substantivo masculino. 1.Serviço ou bem que se faz gratuitamente; favor, mercê, graça. 2.Vantagem, ganho, proveito. [Sin. bras. e ant. (nessas acepç.): benfeitoria. Antôn.: malefício (1).] 3.Espetáculo cuja renda reverte em favor de algum artista da companhia, ou de outra pessoa, ou de uma instituição: “Artur Azevedo .... estava sempre solidário com todas as festividades teatrais e ‘benefícios’ destinados a angariar fundos para a libertação de escravos.” (R. Magalhães Júnior, Artur Azevedo e Sua Época, p. 122.) 4.Melhoramento; benfeitoria. 5.Direito conferido a alguém. 6.Auxílio monetário, por força de legislação social. 7.Ecles. Cargo eclesiástico, na Igreja Católica Apostólica Romana, ao qual se anexa o uso ou fruição de um bem.

Para se vender uma idéia ou produto a publicidade se vale da definição 4: Melhoramento; benfeitoria.

Voltando à prova do BBB9. Montaram uma parafernália monstruosa à Sticky and Sweet Tour que consumiu um tempo precisoso ao vivo, sem o recurso daquelas edições que fazem as festas de seis ou sete ficarem divertidíssimas e encantadoras, usaram o recurso de vários técnicos e contra-regras (como será que se escreve essa palavra agora depois da mudança ortográfica?), luzes, muitas câmeras e diabo a quatro Essa expressão, lá dos 70's, conta com uma variante 'diabo a sete'. Mas o que será que significa 'diabo a quatro, sete, nove, 15, 21' mesmo? Algumas expressões fazem pouco sentido, não é verdade? Sendo assim, 'diabo a qualquer número' é perfeita para se utilizar nesse texto pq a Loctite está fazendo por merecer a moldes de aluna aplicada.

Voltando à turnê da Madonna... Ops, à prova do BBB9. Tudo ali ao vivo e os nossos contra-regras e técnicos correndo para amarrar nossos quatro participantes, sendo um por vez, a um super tênis previamente preparado e fixado a uma placa de acrílico; a placa de acrílico era fixada a uma outra placa de madeira; essa placa de madeira era fixada a um chassi metálico que era fixado a cabos de segurança. Os participantes usavam um macacão resistente e um capacete; eram amarrados a um cinturão de segurança super robusto com vários mosquetões fixados a cabos que estavam fixados ao chassi que fixava a madeira que fixava a placa de acrílico que fixava as botas que fixava o participante que fixava um tubo de cola gigante que não fixava ninguém... pq era mock-up e só servia para ser arremessado no alvo pelo participante que seria solto na tirolesa de 12 metros de altura. A prova, super criativa, consistia em soltar o participante de cabeça para baixo, em tirolesa, a 12 metros de altura, colado pelos pés. O participante deveria passar por um alvo no chão e soltar um tubo gigante de Loctite durante a descida. Ganhava que deixasse o tubo cair mais próximo do centro do alvo.
Ah, vc acho tudo isso complicado demais? Então imagine para quem estava assistindo, ao vivo, com o Bial inventando o que falar pq a Loctite, por mais rápida que seja, tem um tempo mínimo de cura - ainda mais quando temos que pendurar uma pessoa diferente dos citados no início desse texto. E os pobres participantes... escorriam lágrimas de sofrimento e medo flagradas em close de HDTV para quem quisesse ver.

Onde quero chegar?

Características:

A Loctite bateu seu recorde ao sustentar cinco toneladas; É produzida a partir do cianoacrilato e adere instantaneamente a diversas superfícies. Deve ser manuseada com cuidado pois causa irritação olfativa e nos olhos.

Vantagens:

Tem mais poder de adesão que as demais colas e utiliza menos tempo para atingir a cura e permitir o manuseio dos objetos colados.

E finalmente, benefícios. Vc lembra que o benefício é quem vendo o produto. É a chave do sucesso na publicidade e propaganda. É aquilo que encanta o cliente e o faz decidir pela compra. É o fatality dos convencimentos. Então vamos lá.

Benefícios:

Maior rapidez; mais eficaz; durabilidade superior; traz economia para seu tempo e o seu bolso. Puta que pariu, Loctite é ducaralho!!! Cola até coração!!!

Sentiram a diferença?

Só que essa noite o BBB9 e seus marketeiros preferiram associar o produto ao choro, ao medo, o limitando às suas características técnicas, com muitos profissionais de cena executando procedimentos demorados, com um ao vivo cansativo, nervoso, tenso. Até a primeira descida de tirolesa se passaram muuuuuuitos minutos. Talvez uns quinze, não marquei o tempo.

Em seguida, entrou um intervalo comercial. Ah esse intervalo... deve ter sobrado caco de cu prá todo lado. Foi um intervalo longo e, na volta, todos pareciam mais agitados ainda para ganhar tempo... ou melhor: recuperar tempo. Agora os participantes eram empurrados escada acima e havia um mutirão grudando BBBers em placas de acrílico, pedestais de madeira. Pareciam soldadinhos de Forte Apache entrando na fila de abate da Swift Armour para virarem "carne de latinha'. Lembram disso? Era aquela latinha que vinha com uma chavinha na lateral a e gente ia enrolando uma tira de flandres para abrir a lata com a carne misteriosa feita de sei-lá-o-que de boi. Vinha com um brinde: uma capa de gordura mole de 2 cm mas era uma deliiiiiiiiiícia (a carne misteriosa). A mais nojenta, esquerosa e politicamente incorreta das 'delícias' da minha infância. E a mãe, ficava com o dedo cortado se bobeasse pq aquela tirinha de flandres cortava mais que faca Ginsu.

Bem, se o Bial tinha que inventar o que falar para fazer passar o tempo pq eu não posso ficar inventando o que escrever para prender vc no Rato Elétrico, caro leitor?

Vamos voltar à prova do abatedouro: chegou a vez da última participante. Ela estava quase tendo uma síncope ao vivo para todo o Brasil e países recebedores do sinal da Globo ao redor do mundo, com expressão de extremo sofrimento, muitas lágrimas e declarações de pânico em alto e bom tom quando o Bial intima com crueza: "Vc tem dez segundo para decidir se vai ou se desiste". E a vítima, como se em um último suspiro, consentiu a finalização da prova. E o BBB9 acabou. E deve ter rolado mais uma sessão de caco de cu...

Poucos leitores queridos, o que nossas universidades estão formando?

Finalizo com um slogan igualmente malgostoso:

Essa idéia não colou!!!

sábado, 27 de dezembro de 2008

OF SPUDS AND MEN #3



O nome desse texto vem na carona de um outro que descreve como um fã ouviu falar e conheceu os Spudboys de Ohio. Nessa minha versão de missiva eu tb vou descrever como conheci essa banda genial que nasceu em meados dos 70's, com um grupo de estudantes de artes da universidade de Kent State... Bem, essa história os cara-batatas e as minas-batatas do mundo inteiro já conhecem. Não devemos repetir.*
*
Eu estava recém admitido na escola SENAI da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, juntamente com mais 59 carinhas de 14 anos. É nesse cenário que tem início essa viagem no tempo, no ano de 1984. O meu leitor gostaria de arriscar o que significa 60 adolescentes, divididos em duas turmas e confinados em duas salas de aula? Os 30 alunos da minha sala ficavam o tempo todo arrumando assunto sobre mulheres, carrões, mulheres, surf shops, baladas, mulheres, tendências musicais, mulheres. Cacete, quando o assunto enveredava para essas tais tendências musicais é que o bicho pegava prô meu lado. Eu era muito cabação e, até então, só tinha ouvido falar de um tal de Queen e de um outro tal Kiss que haviam se apresentado por aqui algum tempo antes. Eu conhecia bem a Blitz, o Rádio taxi, o Ovelha, o cara da "casinha branca de varanda", a Aquarela do Toquinho, as músicas dos meus vinis Dancin' Days, Hit Parade (aproximadamente 35% dos lançamentos dessa época se chamavam Hit Parade), Disco'83, Grease e essas coisas da primeira metade dos 80's que tocavam na meia dúzia de FMs que existia na época. Eu também conhecia alguma coisa de rádio AM que eu me nego a contar o que era, nem se o leitor ameaçar nunca mais voltar ao meu blog. Esqueeeeeeeeeeeeece!!! Não falo nem fodendo!!! Não falo nem para salvar o Brasil...
Um dia, estavam os 30 reunidos na sala de aula e algum imbecil teve a idéia de cada um falar o tipo de som que gostava. Mas não era simplesmente falar o nome de uma banda. Era necessário identificar a que tribo pertencia. Se era heavy metal, funkeiro, sambista, Eu me sentia uma vaca na fila para o abate à medida em que chegava a minha vez pq eu não tinha a menor idéia do que responder. Tinha uns caras que respondiam "Balanço". Eu pensava que poderia responder a mesma coisa pq achava que o tipo de som que eu ouvia "soava" como "balanço". "Balanço" era uma palavra legalzinha. Estava chegando a minha vez e eu ainda estava em dúvida. Eu era o Papaléguas entre 29 Coiotes salivantes. Respondiam heavy metal. Balanço. Balanço. Samba. Balanço. Progressivo. Heavy metal. Balanço. E por aí seguia do desfile de estilos, até que alguém respondeu new wave. Caro leitor, fala sério: new wave não é um puta nome legalzinho? E foi quando um outro carinha tb respondeu new wave. Decidi: eu sou new wave tb... desde criancinha. E, quando a batata quente caiu na minha mão eu não tive dúvida: respondi new wave. E, ao final da enquete, só nós três respondemos new wave. Algum tempo depois descobri que tipo de som era "balanço". Descobri tb que quase metade da minha sala era heavy metal e que os heavy metal escomungavam os new wave nos 80's.
Naquele dia, os dois caras que declararam serem new wavers me enquadraram para saber quais eram as bandas de new wave que eu ouvia "e foi então que eu percebi-i-i" (Renato Russo) que Bonnie Tyler, Michael Jackson e Gazebo não eram new wave porríssima nenhuma!!! Um desses dois new wavers era um tremendo "paga-pau" de um skatista apelidado de Pivô. "pq o Pivô isso, o Pivô aquilo". Só faltou dizer que o tal Pivô vivia na Bat Cave, temia a Kriptonita, tinha um avião invisível e se transformava no Ultra Seven. De todo o resto, ouvi do Pivô.
Tb fiquei sabendo por esse fiel "pagador de pau" que o tal Pivô gostava de Devo e "dos" B-52's. Portanto, se eu era new wave, teria que ser como eles e o tal Pivô e tb gostar de Devo e "dos" B-52's. Mas eu nem sabia como era esse tal de Pivô!!!
Fui a uma loja de discos e comprei um LP das batatas e um capa preta "dos" B-52's. E gostei muito desses dois famosos álbuns, vcs não imaginam como. Alguns dias depois, voltei à loja e comprei o Nutra (Devo), o Dev-o Live, o capa amarela, o capa vermelha, o capa verde e o Mesopotâmia (esses últimos, The B-52's). Gostei de todos. Comprei tb uma revistinha cifrada chamada "Agora Cante" que fazia muito sucesso na época. Era uma edição especial sobre New Wave e tinha um breve prospecto das bandas desse estilo que já haviam aterrissado por aqui: Além de Devo e The B-52's, tinha The Cars, A Flock Of Seaguls, Thomas Dolby, Cindy Lauper (?), Nina Hagen (?), Peter Schilling, X, Depeche Mode, Ultravox, Culture Club, Oingo Boingo, Inxs, Duran Duran e The The. E essa pequena e preciosa cartilha passou a ser a minha referência musical nas próximas aquisições durante muito tempo. Graças a essa pequena pedra filosofal de papel jornal se iniciou minha identidade musical que perdura até os dias de hoje.
Mas as minhas bandas prediletas daquela época eram mesmo o Devo e "os" B-52's. Fui adquirindo material, revistas, encartes, vinis, patches de roupas. Vcs lembram que nos 80's, não bastava usar as calças de popeline verde-limão ou cor de laranja e tb era preciso enchê-las com pequenos pequenos pedaços de tecido com bordados coloridos com o logotipo da Hang Loose, da OP, da Sundek, "dos" B-52's, da bandeirinha da Inglaterra? Se chamavam patches!!!
Frequentei Raio Laser, o Radar Tantã, A Up & Down, a Rose Bom-Bom, a Victoria Pub, entre outros redutos da new wave paulistana nos 80's. Fui às três apresentações do Devo em 1989, no extinto Projeto SP. Conversei com a banda (por intérprete). Aliás, quando cheguei na frente de Mark foi que me lembrei que não falava Inglês. Tb foi por causa desse episódio que fui aprender o idioma, juntamente com uma amiga, a Marcinha. Voltando. Peguei autógrafos. Ganhei um pin de Mark. Dei uma camiseta que estampei com o logo das duas carinhas para o Mark, a pedido dele. Acabei ficando razoavelmente bom nisso. Não tinha nenhum heavy metal (agora eram Head Bangers) que discutisse música de igual para igual comigo. Na faculdade, cheguei a escrever um artigo sobre Devo para uma revista especializada, indicação de um roqueiro do nosso meio.
Um dia, a recompensa!!! A tal amiga Marcinha chegou até mim e disse que tinha um amigo, o Sabino, que tb gostava de Devo. Depois de toda a propaganda devóide que a Marcinha havia feito para ele sobre mim ele queria me conhecer. Então a Márcia intermediou um chopp na lanchonete em frente à faculdade entre nós três e mais um punhado de habitués. E rolou, na pauta da noite, a banda mais famosa da new wave dos 80's.
O Sabino perguntou sobre os caras, sobre a discografia alternativa, contatos, todas aquelas coisas que os fãs gostam de saber sobre suas bandas de cabeceira. E tb me perguntou como eu havia conhecido o Devo. E eu contei a história do tal Pivô que vivia na Bat Cave, que temia a Kriptonita, que tinha um avião invisível e que se transformava no Ultra Seven.
Então o sabino disse: "Não é possível. Como esse mundo é pequeno. O Pivô sou eu".
E foi assim que conheci o Pivô!!!
Alguns anos mais tarde surgiu a Internet no Brasil. E, com ela, alguns artigos sobre a minha banda predileta. Voltei a tomar contato com informações sobre os homens-batata e seu retorno ao cenário musical, suas turnês, novas coletâneas, DVDs etc. Em 2007, após o show paulistano da turnê atual da banda, tive a oportunidade de estar com eles novamente, falar com Mark e mostrar uma foto tirada na última vez em que estiveram no Brasil, 18 anos antes.
E foi assim que conheci o Devo!!!

"Mark -o- Devo: You still are stiff enough for DEVO".
(Foi um trocadilho com "Be Stiff" mas não sei se rio ou se choro; eu saí duro como um poste nessa foto...rs)



quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Presepas de Natal

O nascimento do Pequeno fora aguardado durante muito tempo. Melchior, Baltazar e Gaspar já haviam feito suas compras no shopping para evitar as filas de última hora. Melchior era o mais playbas dos três e comprou seu presente na Carla Settani da Daslu. Já a mirra dada por Baltazar era do Boticário e o incenso de Gaspar foi comprado na Paulus. Era um evento probo e, por essa razão, foi marcado no Dia de Natal.
Com a chegada do grande dia, Maria procurava um local para a realização do evento. Mas todos os amigos e familiares tiravam o corpo fora. Um não poderia abrigar aos convidados pq sua casa era pequena; outro pq iria viajar, outro pq já havia marcado outro compromisso...
Por fim, Maria conseguiu um lugar na casa da vaquinha de presépio. A vaquinha era conhecida de todos e, nessas horas de aperto, era para seu presépio que todos corriam para se abrigar.
O Pequeno nasceu e deram a ele o nome de Jesus.
Então todos apareceram para festejar seu nascimento. Vieram os amigos, vieram até a galinha e a leitoa para ajudar nas refeições. A galinha entrava com os ovos para a salada e a leitoa entrava com o pernil para a ceia. Chegaram tb Gaspar, Baltazar e Melchior e todos ficaram curiosos e fascinandos com os presentes após se refastelarem com a deliciosa refeição. Enquanto os três reis contavam aos convidados as suas aventuras pelo Oriente Maria se deliciava com a pilha de pratos na cozinha.
Depois do nascimento de Jesus o Natal nunca mais foi o mesmo. As pessoas se reunem para festejar, beber, trocar presentes, soltar rojões, gritar no meio da rua, quebrar garrafas de cerveja... Uma verdadeira presepada para homenagear os presépios da época da vaquinha. Daí a origem do nome . Todos esperam ansiosos pela meia-noite do dia 24 de dezembro.
Jesus cresceu forte, bonito e sua história se tornou conhecida por um terço da humanidade. Quando é Natal, algumas pessoas ainda lembram dele até hoje.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

WindJammer

Yesterday I participated in a event called Veleiro of the Vôo da Águia team. Comecei o texto dessa forma em homenagem a essa característica maravilhosa da Língua Portuguesa em absorver verbetes do mundo todo. Confesso que me causa certa frustração quando falam mal do Inglês e demais línguas inseridos no nosso dia-a-dia porque o nosso idioma só se enriquece com essa miscigenação lexical globalizada. Me definam déjà vu, superavit, internet... e afinal, não ficamos tão orgulhosos quando não conseguem definir saudade?
É a segunda vez que participo de um evento da Eagles Flight e o primeiro deles me causou desgastes porque havia um cidadão muito "mulher do piolho" que jogou nosso grupo para o penúltimo lugar naquela dinâmica. Por mera falta de capacidade ele não conseguiu nos colocar em últimos. Nessa segunda participação o vento soprou a nosso favor e conquistamos o primeiro lugar no Veleiro.
Pausa.
Para falar desse primeiro lugar preciso me certificar de que meu chefe não esteja lendo este texto. Chefe, se você estiver lendo este texto pare por aqui. Sei que você participou do WindJammer e não vai ficar bem comentar o resultado do nosso grupo com você por perto.
Pronto.
Segundo os organizadores, nosso resultado foi o melhor dentre os 55 países participantes e entre todas as rodadas realizadas. Fomos carinhosamente rotulados de insanos. Um recorde acima de todas as expectativas dos organizadores - e nossas.
Chefe, você não está lendo, está? Ah bom...
Ficamos muito orgulhosos do resultado mas eu não vou comemorar muito no meu trabalho. Blog, me aguente porquê você não manda em mim, eh, eh, eh.
Brincadeiras à parte, queria comentar o resultado dessa segunda dinâmica.
Os organizadores do evento se utilizaram de uma fórmula muito interessante onde os participantes tinham que elaborar as mesmas lucubrações cotidiano-rotineiras de seus cálculos, planejamentos e relacionamentos para atingimento das suas metas.
Metas. Meta é uma coisa que foi criada para você jogar a soma mais preciosa da sua energia nela em detrimento do resto do universo interstelar da sua empresa e ainda ganhar beneméritos por isso.

A grande surpresa do resultado do Veleiro não foi o resultado. Foi como se chegou a ele!
Em discussão prévia o nosso pequeno grupo de três membros pensou e concluiu propor aos demais grupos potencialmente aliados ajuntar todos os recursos para as tarefas em uma única pilha, depois ajuntar todos os membros desses grupos em uma outra pilha maior e dividí-la em duas metades. Uma metade executante das tarefas e uma outra pensadora das tarefas. Propusemos aos aliados e a idéia foi bem aceita. Tudo muito simples. Tudo muito direto. Sem burocracias e nem muitas regras. O ajuntamento dos recursos, na prática, significava a eliminação daquilo que nos toma mais tempo nas grandes corporações: justamente negociar recursos. Já imaginou se vocês tivessem que negociar com os seus conjuges comer uma maçã da fruteira, estando na mesma casa e sendo donos dessa mesma fruteira?
Então alguém de outro grupo ainda perguntou: e como a gente divide os recursos obtidos dessa joint-venture?
Não havíamos pensado nisso. Se o tivéssemos, muitos bloqueios e barreiras talvez surgissem naquele momento e desistíssemos da idéia original antes mesmo de lança-la ao mar.
Dividimos em partes iguais, respondemos. Quer mais simples e direto que isso? A verdade é que faltou uma resposta mais elaborada naquele momento.
E o resultado surpreendeu a todos.
Na nossa rotina rotineira e cotidiana do dia-a-dia nos esquecemos, não raro, de simplificar. De ser mais diretos. Perdemos nossa essência de crianças. Amo os descomplicadores. Computadores foram criados para se digitar neles e não ficar instalando e desinstalando, corrigindo bugs, eliminando vírus; carros foram inventados para nos levar para lá e para cá e não para seram lavados o tempo todo; casas foram inventadas para se viver com alguma dose de descompromisso e até com uma certa baguncinha e não para nos escravizar com as neuras do Dr. Bactéria; a industria foi inventada para produzir e não para burocratizar; os serviços foram criados para nos servir bem e não para nós a eles; o Inglês e outras línguas foram incorporados ao nosso idioma para definir o indefinível e não para servir de ferramenta de apoio aos inaptos que têm, como principal habilidade (alguma vezes, a única) a facilidade da comunicação.
Antes, muito antes, eu gostava de complicar minhas redações. Frases longas, muitas vírgulas explicativas, poucos pontos. Achava que uma escrita rebuscada traria muito mais mais benefícios ao meu favor. Hoje me vejo, naqueles tempos, como o próprio Rolando Lero da Escolinha. Achava que sabia alguma coisa e escrevia roteiros para o personagem em vez de textos. Quanto mais o tempo passa, mais eu reduzo meus parágrafos, sou mais generoso com pontos e mais econômico nas vírgulas. E sabem o que eu descobri?
Que eu não estou mudando minha forma de escrever. Ela está se tornando um reflexo da minha forma de pensar. De viver. Estou aprendendo a mandar mais "foda-ses" para o que não vale à pena. Para o que causa desgaste.
Tô só começando - afinal, ainda tenho 39. Quando chegar aos 85 quero estar bom nisso. Quero ser um velhote que manda todo mundo se foder o tempo todo, eh, eh, eh.
Ontem participei de um evento chamado WindJammer da Eagles Flight. E meu grande aprendizado não foi pensar em custos, planejamento e relacionamento. Foi observar como as situações se desdobram quando simplificamos. Recomendo o WindJammer.
Não vou falar quantos pontos nosso grupo fez... e se meu chefe se disfarçou e leu esse texto até o final com outra identidade, secreta?

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Peludinho do meio

Recém formado da faculdade, estava pronto para montar a NEXT Propaganda. Esse nome não foi criação minha, mas do Sergião. A idéia de montar a pequena agência vinha do fato de eu ser o único do grupo que não havia trabalhado em agências de publicidade e isso talvez significasse a minha única chance de trabalhar em alguma área da minha formação acadêmica. Afinal, só havia trabalhado na mesma empresa, desde 1984 - desde o SENAI.
...
Sabe quem é o Sergião? Na faculdade, era o cara precoce em editoração eletrônica, sabia fazer pequenas animações gráficas e foi quem me apresentou ao glorioso PhotoShop 2.0. Recentemente, foi lançado o PhotoShop 11.0, como parâmetro ao caro leitor. Atualmente, o Sergião é docente de animação gráfica em algumas universidades nas cadeiras ligadas à Publicidade e Propaganda. Ele gosta disso até hoje e foi quem criou aquele logotipo super legal da NEXT Propaganda para nosso grupo de TCC, em 1994.
Foi nesse ano também que desenvolvemos uma campanha por semestre para avaliação do curso de Publicidade e propaganda. O professor coordenador do curso até inscreveu essas campanhas nos Intercom de 1994 e 1995 e ganhamos um primeiro lugar em Londrina e outro em Maceió com esses trabalhos.
Ao término do curso, o Sergião deu o logotipo da NEXT Propaganda para eu usar na minha futura agência.
...
Em 1996 eu comecei a comprar, com algum sacrifício, os primeiros equipamentos do meu empreendimento: computador Macintosh, Scanner, Impressora, softwares para tratamento e editoração eletrônica, etc. Fiz treinamentos na Adobe (mãe do PhotoShop) e na Apple (mãe do Macintosh). Ainda em 1996 me casei com a Rose (mãe da Bettina) e adotamos a Bia (nossa gata sem mãe). Como a Bettina só nasceria em 2000, era a Bia o centro das atenções e flashes fotográficos. Temos uma caixa de fotografias e negativos com essa gata danada. A Bia tinha fotos no nosso mural do escritório, na geladeira e até no porta-retratos. Essa última era uma foto engraçada porque em uma das mãos eu segurava a Bia de frente para o tigrinho de pelúcia da Rose, na outra mão, como se um felino estivesse enfrentando o outro.
Em 1997 eu já havia comprado quase todos os equipamentos. Faltava um ou outro detalhe e o celular da BCP estava por sair após longa fila de espera.
O caro leitor se lembra dessas abomináveis filas da BCP para adquirir um tijolo celular caro prá cacete, com taxa de habilitação e o escambal?
Uma tarde de 1997, ao sair da ainda mesma empresa de 1984 e de 1994, li no jornal local O Diário do Grande ABC que a agência NEXT Propaganda havia sido inaugurada, na véspera, por um outro aluno do meu grupo...
FUUUUUUUUUUUUUUUISH
(onomatopéia do chão desaparecendo)
Era um aluno que nem se importava muito com a faculdade, gostava mesmo era de apertar "um" com os amigos, financiado pelo papai. Ele havia inaugurado a minha NEXT Propaganda. Caí em tristeza, não conseguia assimilar o golpe inusitado. Esse foi o meu sentimento por alguns meses.
...

Passados esses meses, fui ao Shopping Metrópole fazer qualquer coisa e entrei em uma loja informática para xeretar as novidades. Tinha uma prateleira linda de softwares para Windows. editores de texto para Windows, jogos para Windows, aplicativos para Windows, PhotoShop para Windows, PageMaker para Windows, PageMill para Macintosh, Director para Window... PageMill para Macintosh??? Ué, como um software de Mac havia ido parar ali naquele oceano de janelas???
Comprar faz bem à alma dos consumistas e acabei levando aquele tal PageMill sem saber ao certo para que servia. Todo em Inglês. Informatês estranho... decifrando aqui e ali, virando a caixa de cabeça para baixo, fixando nas ilustrações: era um editor de sites.
Um editor de sites??? Será que esse software fazia aquele monte de homepages interessantes que eu acabara de descobrir havia poucas semanas, casualmente??? Equipamentos para trabalhar eu já havia adquirido...
...
Sentei na frente do Mac e fui testar o brinquedo novo. Fiz uma página branca chamada "teste.html" com uma palavra no centro: "teste". A "teste.html" me consumiu algumas horas até descobrir que minha primeira página teria que ser renomeada para "index.html". Essas páginas acabam recebendo nomes bem interessantes como "pagina01.html", "namorada.html", "flagra.html", "dsc001.html"... mas todo site tem que ter uma página chamada "index.html" senão não vai funcionar corretamente. Finalmente consegui postar essa página número um no ar!!!
Agora eu seria mais ousado: colocaria uma página com uma foto e um texto. Deixa eu ver... uma imagem... uma imagem... uma imagem... achei!!! A foto do porta-retratos com a Bia, o feroz tigrinho de pelúcia e eu. Escaneei, tratei e recortei a foto no PhotoShop... Pronto!!! Aqui está!!!
Preciso escrever qualquer coisa... qualquer coisa... já sei: "A da esquerda é a Bia, o da direita é o Ted e o peludinho do meio sou eu". Puta frase mais idiota mas, naquele momento, cumpria seu propósito. Nomeei como "index.html" e mandei prô ar!!!
...
"Caralho, porque essa merda dessa página do cacete não quer abrir na web. Fiz tudo certinho. Será que é porque estou usando essa porra de Mac que não consigo ver se a tal página número dois foi parar na web ou não? Deixa eu ligar para meu irmão para ver se ele consegue ver no PC normal, com Windows de pessoas normais"
Meu irmão não estava. Mandei um e-mail pedindo para ele fazer o teste de visualização da número dois.
"Cacete, já passaram quase dez minutos e o Fernando ainda não leu meu e-mail? Quem mais tem Internet em 1997? Se eu estivesse no futuro, em 2008, todo mundo teria acesso à web com banda larga... mas ainda falta mais de uma década para isso e eu preciso achar outra pessoa que tenha Intern... o Humberto tem. Deixa eu mandar um e-mail para ele tentar visualizar a número dois... Pronto. Foi"
No que teclei ENTER e disparei a mensagem aquele e-mail saindo pelo fio do telefone deve ter desobstruido alguma coisa e a página número dois apareceu no ar!!!


Yeeeeeeeeeeeeeeessssss. Eu sou foda mesmo. Ninguém pode comigo!!!

Imediatamente, derrubei a página da web para iniciar a número três. Afinal, convenhamos, a número dois estava muito aboiolada, fala sério!!!
Naquele final de semana fiz a número três, a número quatro... fiz a número 11 ou 12, sei lá. Anotei o endereço para mostrar meus experimentos virtuais para alguns amigos daqui e dali...
...
Segunda-feira: dia de branco. Lá vou eu para a lida, pensando nos próximos projetos... a número 13, a 14, a 17, a 25, a 126... nem o ZAZ me segura mais, eh, eh, eh!!!!
Ao chegar no trabalho, alguns olhares sarcásticos. Mais adiante, outros... quando olhei ao redor...
PUTA QUE PARIU!!!!
O filha da puta do Humberto pegou a número dois na web naqueles pouquíssimos instantes em que a página ficou no ar, descarregou um pacote de A4 na impressorinha doméstica até secar a última gota de tinta e colou no meu prédio interrinho a minha foto com a adorável frase: "A da esquerda é a Bia, o da direita é o Ted e o peludinho do meio sou eu". Isso foi terrivelmente pior que o "nakano verdinho, de compensado plano e lixa gasta presa com tachinhas" do texto aí debaixo... umas 79 vezes pior, pelo menos.


"Peludinho do meeeeeio". "Peludinho do meeeeeio". "Peludinho do meeeeeio". "Peludinho do meeeeeio". "Peludinho do meeeeeio". "Peludinho do meeeeeio". "Peludinho do meeeeeio".

Cansei de ser o "Peludinho do meeeeeio". Da Bia e do Ted ninguém falava nada. Que merda!!!
...
Isso durou apenas alguns anos. Acho que lá pelo quarto ou quinto ano quase ninguém se lambrava mais desse episódio. Quando alguém lembrava, eu fazia de conta que não era comigo e a pessoa logo encerrava o assunto. Passada essa década acho que alguém até lembra disso mas ninguém tocou novamente no assunto.
...
Viu porque fazer sites é algo traumatizante? E isso não é nada. Em breve, conto mais alguns episódios!!!
...
"E Peludinho do meio é o caralho!!!"


Rato com inanição


Rose Fioretti Fernandes e Juliana Vermelho Martins foram as últimas pessoas que tiveram contato com o rato saudável. Faz um mês que está sem comer e até sofreu uma pequena mutação à Darwin para conseguir sobreviver. Ouviu dizer que os gatos de olhos azuis são muito populares entre muitos membros do blog e fez isso para conseguir alguma comida, um pires de leite, uma barata, uma mosquinha...

Ju, obrigado pela lembrança da Rê Bordosa. Me veio o polinômio Glauco, Angeli, Laerte e Fernando Gonsales com seus inesquecíveis Niquel Náusea, Bob Cuspe, Piratas do Tietê, Geraldão, what else.


Grande beijo e um forte abraço a todos!!!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Acordei com uma puta dor de cotovelo...

Tudo começou em 1979 com o Nakano.
Deixa eu lhes apresentar: Nakano era meu primeiro skate. Um brinquedinho de acrílico fumê transparente, lindo, lindo. Naquele ano, skate virou uma febre em São Caetano do Sul. Recentemente, assistindo ao filme The Lords Of Dogtown, que conta a história do esporte e de seus precursores como Tony Alva, Jay Adams e Stacy Peralta, vi que os primeiros shapes que saíram da California, em 1976, foram vendidos para a Austrália e para o Brasil. Eram shapes fabricados de forma bem artesanal, em madeira maciça e esculpida ou colados. Conheci esses mesmos shapes em 1979, pois não haviam evoluído muito nesses três anos. Mas o Nakano - o poderoso Nakaninho - tinha seu shape com uma rabeta curvada para cima e um bico apontado para baixo. Um design lindíssimo! Logo na estréia, sem muita habilidade, soquei o nariz do Nakano num poste metálico de iluminação e adiós bico... Não demorou muito e a rabeta teve o mesmo destino... A parte que sobrou não podia sequer respingar de água, que ficava mais lisa que sabonete escapando da mão esquerda para a direita, esquerda, direita e indo parar no chão... ô skate de acrílico do caralho!!! Mas o seu Zé Fioretti, meu avô, deu um jeito e fez um shape de madeira compensada, pintada de verde. E pregou uma lixa com tachinhas na volta toda. Você tem idéia de como é um skate verde, de compensado plano e com uma lixa presa com tachinhas? Nem queira ter. E você tem idéia do que é chegar com ele, no auge dos meus nove anos de idade, no meio daqueles marmanjos de 14, montados em importados Hang Ten ou nos nossos Torlay, Costa Norte, DM? Vamos pular essa parte, ok?
Meu nakano (agora ele se tornara um nakano com letras minúsculas) verdinho, de compensado plano e lixa gasta presa com tachinhas durou até 1984. Nessa época, com o abono do primeiro emprego do SENAI, fui até a Franete. Era uma famosa loja de skate daquela época que contava com um half pipe que soltava tinta verde em quem chegasse perto, e comprei um modelo bem grandão, com lixas coladas e coloridas, shape de modelagem côncava e eixo de alumínio de 160 mm. Um Opalão dos skates.
Numa manhã fria, acordei de madrugada e às 6h30 peguei o Viação Triângulo até o Paço Municipal de São Bernardo do Campo, cidade onde passei a morar. Certamente, por volta das 7h00 da manhã, não haveria nenhum retardado como testemunha e eu poderia levar os primeiros tombos no bowl à vontade, até aprender algumas noções básicas. Bowls são aqueles buracos para skate...
Ainda mais cedo havia dois putos que tiveram a mesma idéia que eu!!!
...
Andava de skate do bowl prá rua de casa, pro bowl, prá ladeira de paralelepípedo na esquina de casa. É verdade. Sou o inventor do skate de paralelepípedo, cujo único praticante que conheci até hoje fui eu mesmo!!!
Em 1992 parei de freqüentar o bowl, que fora reformado no seu entorno e se tornara uma skate park com um half pipe, algumas mini rampas e alguns obstáculos bem interessantes como um que lembrava uma batata ruflle. Fiquei restrito às calçadas esquisitas da rua da minha mãe. Em 1996, me casei e decidi praticar engorda de pança, um esporte que vai na contramão do skate, como todos sabem.
Às vezes me pegava descendo a rua da casa da minha mãe. Como a Prefeitura asfaltou a ladeira da esquina o skate de paralelepípedo entrou em extinção e nunca mais se soube de outro praticante.
...
Julho de 2008. Primeiro aniversário da reinauguração da skate park do Paço Municipal de São Bernardo do Campo, o ousado projeto Cittá de Marostica, que compreende também uma praça generosa para prática de diversos esportes radicais, como alpinismo indoor, tirolesa, salto de bike, trekking etc.
Um grupo de freqüentadores jurássicos do velho bowl resolveu fazer uma sessão às segundas-feiras chamada Old School. Só se entra com mais de 35 anos de idade.
O charme é chegar por lá com cabelos grisalhos... Em alguns casos, o charme é chegar lá com cabelos. Melhor ainda é aparecer por lá com os velhos Tarlay, H-Prol, DM, Costa Norte. Só não vi ainda um único puto aparecer com Nakano de acrílico, quiçá nakano de compensado verde plano com lixa gasta presa com tachinhas... Fora esse último modelo, o Fiat 147 dos skates, quando surge qualquer outro dos anteriores, o pessoal faz uma roda em volta da preciosidade para admirar, para relembrar aqueles tempos.
...
Apareci por lá com meu skate com algumas peças remanescentes de outras décadas. O eixo ainda era aquele H-Prol de 160 mm e muitos vieram olhar de perto a raridade de pouco mais de 23 anos. Só meu shape era novo. Um long board compridão que chamava a atenção de longe. Cheguei apavorando e fui logo para a primeira rampa.
Então, me lembrei que de 1992 para 2008 são 16 anos... puta que pariu!!! O Old School é um sucesso, a skate park lotada, o long board chamando olhares para o cara montado nele. E se meu revival culminasse num tombão do tamanho do long board pela falta de prática. E agora? O que fazer? Sair correndo e nunca mais aparecer por lá? Esconder a cabeça em um buraco?
Mas a pista era nova e não tinha buracos... Olhei para baixo... dois metros se transformaram em 50... 30 graus se tornaram 85... aquelas 30 pessoas se tornaram o Maracanã lotado...
Fodeeeeeeeeeeeeeeeeu!!! Era caminho sem volta. Respirei fundo e... tziiiiiiimmmm.
...
Ué, não caí? Porque não caí? Ebaaaaaa!!! Consegui. Fui de novo e não caí. No mês de julho não caí nenhuma vez... nem no de agosto...
Mas no de setembro ganhei confiança e arrisquei manobras mais fortes. E mais rápidas... Até que um japonês entrou na minha coxa direita. Ou minha coxa direita entrou no caminho do japonês. Ainda deve ter alguma parte do ombro dele na minha perna. A bateria do celular que estava no bolso da bermuda dobrou. Mas foi só um pouquinho, nem chorei.
Ontem à noite, com a coxa doendo só um pouquinho, a tal da confiança deu o ar da graça e levei outro tombaço. Aí, tenho que lembrar ao leitor que skatista que é macho deixa a cotoveleira em casa porque esse acessório é só para mocinhas.
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Essa manhã acordei com uma puta dor de cotovelo...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Paradoxo do Design do Blog

Hoje eu acordei e resolvi começar um blog. Fazia uma semana que estava pensando nisso e hoje, finalmente, tomei vergonha na cara. Quando tinha 6 anos plantei uma macieira. Aos 30 fiz uma filha. Aos 39, partirei para a alternativa eletro-high-tech-power-puff-rade-brother-action do livro. Um dia, chegarei ao primeiro livro. Ainda tenho que comer muito feijão nessas linhas digitais.
Há alguns anos fiz websites e mais para frente escreverei sobre esse trauma. Se você abomina alguns de seus seus clientes é porque não conhece os clientes de sites. Também gosto de felinos. Temos três em casa: a Pink, a Madonna e o Ozzy. Também escreverei sobre eles, sobre como são carinhosos e sobre suas adoráveis bolotas de pelos. Essa é a primeira vez que vou me aventurar na blogosfera; eu acho que blogs são como os felinos e como os websites: quando você pega para criar eles são pequeninos e engraçadinhos. Depois crescem e você tem que dar comida e limpar o cocô todos os dias... e também pedem a sua atenção o tempo todo... Puta merda, deveria parar por aqui!!!
Começarei o blog pelo design. Pessoas como eu, os INTP, têm essa característica: extremamente desorganizadas, precisam de uma referência. Nesse caso, o layout do Blog é a referência estética. Você nunca ouviu falar em INTP? Eu nunca havia ouvido falar. O MBTI é um teste de personalidade muito interessante e o INTP é um dos 16 tipos de personalidades que esse teste sugere. Pelo teste eu descobri que sou desorganizado e, quando dou foco a uma atividade, me torno cego para todo o resto do mundo. Isso eu já sabia há 39 anos... agora, por exemplo, se eu não terminar o raio do layout o blog "não vai sair do papel".
O blog vai se chamar rato elétrico e eu vou adotar a estética daqueles fanzines dos 80's que falavam de bandas de protesto como Olho Seco, Restos de Nada, Garotos Podres, Ira!, Plebe Rude, Varsóvia. Viram o Ira! e a Plebe Rude na lista? Pois é. Frequentaram muitos fanzines antes de se tornarem bandas pop do rock nacional. As "Gentes" com 39 anos costumam gostar dessas coisas dos 80's, rock nacional e o escambal. E também do Sr. Miyagi, da Simoni, do Atari., de colecionar tampinhas de garrafas e maços de cigarros.
Essa imagem acima (clique para ampliar) é o ensaio de fontes para ver qual se identificava com o blog. Escolhi uma que gosto muito e, só para deixar meu leitor contrariado, postei as demais. Sabe como é: "pô, ele poderia ter escolhido essa outra" ou "essa é mais a cara do conteúdo" ou sei lá mais o que...
Bem vindos ao rato elétrico!!!
Um beijo, me liga!!!